10 de dezembro de 2009

Prevenção



«O cancro do colo do útero é o segundo dos cancros femininos em incidência e mortalidade. É causado por um vírus que se transmite por via sexual, mas cujo contágio se previne: a prática de sexo seguro, a realização regular da citologia (Papanicolau) e a vacinação são as melhores armas.

Comecemos pelos números: em Portugal surgem todos os anos 900 novos casos de cancro do colo do útero. E, todos os anos, também morrem cerca de 200 mulheres. Muitas delas em consequência da detecção tardia desta doença causada pela exposição a uma das muitas estirpes do Vírus do Papiloma Humano (VPH), não obstante ser possível prevenir o risco.

É por via sexual que este vírus se transmite, mas não é necessário que haja relações sexuais: basta que haja contacto genital com alguém infectado para que o contágio aconteça. Este primeiro contacto faz com que o sistema imunitário entre em acção, evitando que o VPH cause danos. Todavia, ele pode sobreviver durante anos no organismo feminino, causando danos nas células do colo do útero (a extremidade inferior do útero, que o liga à vagina). Estas lesões evoluem progressivamente e muitas delas regridem, mas há células que se tornam cancerígenas.

Na sua fase inicial, o cancro do colo do útero - ou cervical - não gera sintomas. Os primeiros sinais são pequenas perdas de sangue entre menstruações, após a prática de relações sexuais ou quando a mulher já se encontra na menopausa. (...)

Risco acrescido
O cancro é o estádio mais avançado das lesões cervicais causadas pelo VPH, afectando sobretudo mulheres entre os 35 e os 54 anos; mas é, geralmente, bastante mais cedo que ocorre o contágio: na adolescência ou no início da idade adulta.

O que faz com que as mulheres que iniciaram a sua vida sexual precocemente corram um risco acrescido: é que, a haver contacto com o VPH, ele acontece quando as células do colo uterino ainda são imaturas, o que as torna mais susceptíveis a alterações pré-cancerígenas causadas pelo vírus. Há outras mulheres com risco acrescido: as que têm múltiplos parceiros sexuais, na medida em que aumenta a probabilidade de contágio (por esta ou por outra doença sexualmente transmissível). Aliás, as mulheres já infectadas por outras doenças de transmissão sexual, como a clamídia, a gonorreia, a sífilis ou a sida, são particularmente vulneráveis ao VPH.»

18 de novembro de 2009

Vida familiar e vida profissional


«Conjugar a vida familiar com a vida profissional é cada vez mais o principal problema das mães e, nos tempos mais recentes, até dos pais. Nos dias de hoje, ou, mais abrangentemente, nos tempos modernos, a necessidade, a vontade, a vocação e os projectos de vida levaram mães e pais a passar mais tempo fora de casa.

Os filhos, as tarefas domésticas, o acompanhamento da rotina diária e familiar tornam-se, muitas vezes, um peso, uma obrigação e um entrave para o desempenho, melhor ou apenas necessário, da vida profissional. Encontrar o meio-termo entre as obrigações e os deveres profissionais e familiares, saber responder às necessidades sem sacrificar outros projectos e focalizar as energias e atenções no essencial é a solução ideal que, muitas vezes, parece impossível de alcançar.

Recusar uma promoção em favor da assistência dos filhos ou fazer o planeamento familiar focando unicamente a responsabilidade profissional são duas opções muitas vezes simétricas e muitas vezes tomadas apenas quando o dilema se coloca. E as escolhas radicais podem ter consequências graves que levam a depressões, revolta e demissão de responsabilidades em qualquer uma das duas áreas. Mas é possível conjugar os dois mundos. É possível ser mãe ou pai e ter uma carreira profissional até de sucesso.

O importante para os pais é a felicidade dos filhos e a escassa proximidade diária não a põe em causa. As escolas, as famílias, a divisão de tarefas e outras ajudas externas são a principal muleta para resolver este dilema que se coloca principalmente aos pais com filhos novos. (...) Educar e trabalhar são perfeitamente conciliáveis. Basta saber como. (...)

Há tempo para tudo...

A aposta é a de que a atenção e o carinho dedicados assegurarem a qualidade da relação. Além de brincarem com os filhos, vêem televisão com eles e estão por perto no momento de fazer os trabalhos de casa. "Para educar é preciso ter respeito." (...)

"os pais devem garantir uma proximidade de atenção, de diálogo e de segurança. Isso transmite-se através de acções simples como ouvir o que o filho tem a dizer, ver os seus trabalhos escolares, ir buscá-los ou levá-los à escola sempre que se pode, participar em festas, saber das suas preferências ou integrar-se com os amigos."»

Inês Pereira

10 de novembro de 2009

Comunicação

Dali

«Ir mais longe na intimidade e na cumplicidade com os filhos implica passar mais tempo com eles e ficar cada vez mais próximo. Todas as relações têm altos e baixos, momentos difíceis e momentos fáceis e, daí, a proximidade ser o valor mais seguro na relação entre pais e filhos.

Todos os dias são dias bons para criar laços, para falar de tudo e nada, para estar juntos e para aprender uns com os outros mais e melhores maneiras de comunicar o essencial.

O lendário diálogo entre pais e filhos não passou de moda. Há é que ser mais criativo e mais exigente, porque as novas gerações têm mil e uma maneiras novas de comunicar e os pais nem sempre as sabem acompanhar. Vale a pena tentar.

Felizmente, as relações são processos em construção e nunca nada vem feito ou está acabado. Os filhos crescem e isso permite que os pais cresçam com eles. Nem os filhos trazem manuais de instruções, nem os pais têm prática antes de nascer o primeiro filho. (...)

Os pais de um ou vários filhos serão sempre diferentes para cada filho, e aprendem com cada um deles a ser pais mais completos e versáteis. (...) Podem ter os mesmos critérios e transmitir os mesmos valores mas, na relação, serão sempre diferentes. Esta diferença tem a ver com a natureza de cada filho mas, também, com a fase de vida em que cada filho nasce. (...)
O trabalho dos pais implica uma adaptação diária. Todos os dias, sem excepção, os filhos precisam de atenção e cuidados, e todos os dias mudam, evoluem e crescem. »

Comunicação

«As mudanças diárias podem não ser radicais ou dramáticas, mas são muito exigentes. Requerem atenção e proximidade, que só se conseguem com tempo e disponibilidade. (...)
A complexidade das relações decorre justamente deste movimento perpétuo de adaptação à realidade, deste desejo de descoberta dos outros e do mundo e, ainda, dos traços de carácter de cada um. Tudo isto torna as relações mais densas e exigentes mas, também, mais ricas, criativas e fascinantes.

Gerir o quotidiano
O dia-a-dia de uma família, seja ela de que tipo for (convencional, reconstruída, monoparental ou outra) resume-se, muitas vezes, à gestão do quotidiano. Os pais tratam das questões correntes relativas aos filhos e estes cumprem tarefas e rotinas. E brincam e divertem-se sempre que podem, claro. (...)

Nos casos em que os filhos resistem à autoridade parental ou são mais dados a birras ou caprichos, o diálogo é muito mais abrasivo e atinge picos de tensão que, por vezes, se revelam excessivos e podem ter consequências daninhas. »

3 de novembro de 2009

Água


A água está presente em muitos momentos da nossa vida:

"Na nossa higiene diária, quando tomamos banho, lavamos as mãos antes das refeições, escovamos os dentes, etc;

Na nossa alimentação, quando comemos, cozinhamos os alimentos, lavamos fruta e verduras ou preparamos sumos;

Nas tarefas domésticas, como ao lavar a louça e a roupa, lavar o chão, etc;

Nos nossos momentos de lazer, quando nos refrescamos na praia ou brincamos com bolinhas de sabão;

Na hidratação do nosso corpo, quando bebemos água e outros líquidos."

Água


A importância da água

"O nosso corpo é, em grande parte, constituído por água.

Todas as partes do nosso corpo têm água, até mesmo os nossos ossos.

O nosso corpo perde muita água quando elimina urina, fezes, suor e lágrimas. Por isso, temos de beber água e outros líquidos para repor essa perda.

A água ajuda no bom funcionamento de todo o organismo. Por exemplo: no trabalho dos rins e dos intestinos, na circulação sanguínea e na hidratação da pele.

Todos os seres vivos necessitam de água, por isso, é muito importante preservá-la."

Exercício físico e saúde cardiovascular


"Actividade física no quotidiano

Na sua actividade quotidiana, a maioria das pessoas não faz exercício que se possa considerar de valor para a saúde. É indispensável praticar exercício regularmente, de tipo aeróbico (como: marcha apressada, natação, corrida, saltar à corda, dançar).

Alguns mitos acerca do exercício
. O exercício causa cansaço
. O exercício tira muito tempo
. Todos os exercícios dão benefício idêntico
. Com idade mais avançada, é necessário menos exercício
. Necessidade de ter tendência atlética.

Para beneficiar coração e pulmões a actividade física deve ser:
. RÁPIDA
. MANTIDA
. REGULAR

Nem todos os desportos condicionam o coração.

Quem deve consultar o médico antes de começar o programa de exercício:
- Portadores de doença cardíaca suspeita ou já diagnosticada.
- Hipertensos.
- Diabéticos.
- História Familiar de Doença Cardíaca.
- Homens com mais de 45 anos e mulheres de 50 anos, não habituados a exercício vigoroso.
- Todos os doentes que tiveram enfarte do miocárdio - programas especiais de reabilitação.
A chave do sucesso
- Escolher uma actividade de que goste e possa praticar.
- Para as pessoas inactivas começar com marcha ou natação.
- Aumentar gradualmente (meses) a intensidade do exercício.
- Para condicionar o coração e pulmões são preferíveis a corrida, saltar à corda, remar, corrida parada e ciclismo estacionário. Também são úteis o ciclismo, basquetebol, o futebol, o ténis e a marcha.
- Ajuda fazer exercício em companhia em casa também se pode fazer bom exercício de preferência de manhã.
- A intensidade do exercício.
- A frequência do pulso é bom guia.

Frequência e duração do exercício físico
. Mínimo: Três vezes por semana.
. Duração: Em média, 20 a 30 minutos. . Aquecimento: 5 minutos.
. Arrefecimento: 5 minutos.
Mais actividade durante o dia
Evitar usar elevadores.
Deixar o carro longe.
Descer do autocarro algumas paragens antes do destino.
Levantar-se de vez em quando (por exemplo para atender o telefone).

O coração bem condicionado pulsa 36.000 vezes menos por dia, do que o do indivíduo não treinado.

É mais importante exercitar-se durante mais tempo, ou cobrir uma distância maior do que a maior velocidade ou a força com que o pratica.

Precauções apropriadas, conforme as condições climatéricas, as refeições e outras:
Dias quentes e húmidos. Dias frios.
Não fazer exercício vigoroso antes de duas horas de uma refeição e depois do exercício aguardar 20 minutos antes de comer.
Sapatos apropriados e confortáveis.
Relação riscos/benefícios do exercício
Benefícios
Mais energia.
Maior resistência geral. Funcionamento mais eficiente e económico do coração e pulmões.
Perda de peso.
Redução do risco de ataque cardíaco.
RISCOS POTENCIAIS
Lesões dos músculos e das articulações.
Isolação.
Agravamento de problemas cardíacos pré-existentes.

Benefícios do exercício físico regular
A - Sentir-se melhor
. Mais enérgico
. Melhor auto-imagem
. Aumento da resistência à fadiga
. Diminuição da ansiedade e depressão
. Maior relaxamento e menor tensão
. Facilita o convívio
B - Melhor aspecto
. Tonificação dos músculos
. Maior desgaste de calorias, ajudando a manter o peso ideal, ou a alcançá-lo
. Controle do apetite
C - Melhor realização (condicionamento)
. Mais produtividade no trabalho
. Maior capacidade para o trabalho físico
. Aumento da força muscular
. Melhor funcionamento do coração e pulmões"

15 de outubro de 2009

Actividade física


«A prática regular de actividade física apresenta uma relação inversa com risco de doenças crónico-degenerativas e tem um efeito positivo na qualidade de vida e em outras variáveis psicológicas.

Países desenvolvidos, por meio de instituições e organizações, têm concentrado seus esforços na área da saúde pública e na prevenção de várias doenças como as coronárias e hipertensão. Para tanto, tem sido dada ênfase à redução do sedentarismo, mediante planos de adopção de actividade física regular para melhoria da saúde individual e coletiva.

Adolescentes são alvo de estudos em todo o mundo, por apresentarem altos índices de comportamento de risco, como o decréscimo do hábito regular de actividade física, hábitos alimentares irregulares e transtornos psicológicos; além disso, outros estudos têm afirmado que hábitos de actividade física na adolescência determinam parte dos níveis de actividade física na idade adulta.»

13 de outubro de 2009

O álcool e a saúde pública

« O alcoolismo é a toxicodependência mais frequente entre os portugueses. O consumo de bebidas alcoólicas faz parte do nosso modo de vida actual (...) Os jovens portugueses começam em média a beber aos 13 anos, o que potencia o risco de dependência para toda a vida.

A saúde pública é seriamente afectada pelos hábitos de consumo de álcool, a começar pelos jovens:

- um em quatro mortos (entre os 15 e os 29 anos) e uma morte em cada dez (na mesma faixa etária) são devidas ao abuso de álcool, associados ou não a acidentes rodoviários, homicídios, actos de violência.

(...)

Estes dados contribuíram para que a União Europeia considerasse o consumo de álcool como uma ameaça, obrigando a agir através de estratégias , sobretudo em cinco direcções:

- actualização de dados sobre o problema do alcoolismo;

- protecção dos jovens e das crianças;

- redução do número de feridos e mortos na estrada, devido ao álcool;

- prevenção dos danos ligados ao álcool e redução das repercussões negativas nos locais de trabalho;

- melhoria das acções de informação, educação e sensibilização acerca das consequências do álcool e dos hábitos de consumo admissíveis.

(...)

Os padrões nocivos e perigosos do consumo de álcool são uma determinante da saúde fundamental e uma das principais causas de morte prematura e doenças evitáveis.»

Mário Beja Santos