
É por via sexual que este vírus se transmite, mas não é necessário que haja relações sexuais: basta que haja contacto genital com alguém infectado para que o contágio aconteça. Este primeiro contacto faz com que o sistema imunitário entre em acção, evitando que o VPH cause danos. Todavia, ele pode sobreviver durante anos no organismo feminino, causando danos nas células do colo do útero (a extremidade inferior do útero, que o liga à vagina). Estas lesões evoluem progressivamente e muitas delas regridem, mas há células que se tornam cancerígenas.
Na sua fase inicial, o cancro do colo do útero - ou cervical - não gera sintomas. Os primeiros sinais são pequenas perdas de sangue entre menstruações, após a prática de relações sexuais ou quando a mulher já se encontra na menopausa. (...)
Risco acrescido
O cancro é o estádio mais avançado das lesões cervicais causadas pelo VPH, afectando sobretudo mulheres entre os 35 e os 54 anos; mas é, geralmente, bastante mais cedo que ocorre o contágio: na adolescência ou no início da idade adulta.
O que faz com que as mulheres que iniciaram a sua vida sexual precocemente corram um risco acrescido: é que, a haver contacto com o VPH, ele acontece quando as células do colo uterino ainda são imaturas, o que as torna mais susceptíveis a alterações pré-cancerígenas causadas pelo vírus. Há outras mulheres com risco acrescido: as que têm múltiplos parceiros sexuais, na medida em que aumenta a probabilidade de contágio (por esta ou por outra doença sexualmente transmissível). Aliás, as mulheres já infectadas por outras doenças de transmissão sexual, como a clamídia, a gonorreia, a sífilis ou a sida, são particularmente vulneráveis ao VPH.»






