25 de março de 2010

Jornadas de Educação Sexual


As Jornadas realizaram-se 4a e 5a feira desta semana.

Decorreram de forma muito positiva e com muitos risinhos à mistura, como é normal com este tema.

Irei colocar em mensagens futuras, as questões que surgiram mais, com a respectiva explicação.

23 de março de 2010

Acreditar


Nunca duvidem de vocês próprios, nem do que é importante para vocês.
Como dizia Fernando Pessoa, um dos nossos maiores poetas:


"Para ser grande, sê inteiro: nada

Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa.

Põe quanto és

No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda

Brilha, porque alta vive."

Aprender porque sim!



“É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela.”
Nietzsche

É necessário liberdade para nos pensarmos e para errarmos e voltarmos a tentar.

Temos de deixar viver e aprender, e para isso precisamos de maturidade e seriedade, de uma reflexão profunda acerca de nós, de tudo o que somos e do que queremos ser.

Não devemos transportar e transferir para outros o que não gostamos em nós, ou sonhos que não alcançámos, ou o nosso padrão.

A nossa liberdade é um direito, a dos outros também.
Educar deve ser antes de tudo respeito pela pessoa que temos à frente, devemos olhar para tudo que a faz ser tal como é.
Cada pessoa é única.
Cada pessoa é preciosa.

As qualidades de cada aluno deverão ser salvaguardadas, incentivadas, potencializadas, enaltecidas, amadas.
Certamente, não poderemos tomar o tempo dos outros como se fosse nosso.

Aprender deveria ser como amar.
Uma descoberta.
Um ser maior.
Devia ser porque sim.
Devia ser porque é vida.
Devia ser porque nascemos.
Aprender não devia ser posse e ensinar muito menos.
Aprender não é propriedade.
Aprender é liberdade.
Aprender devia ser um jardim.
Aprender devia ser um olhar.
Aprender não é disputa.
Aprender é simples porque é tudo, somos nós e tudo o que é o mundo.
É simples se formos humildes.
Aprender é como respirar, como ser, como voar e sonhar.

1 de março de 2010

Educar é...



Educar é dar o mundo a todos.

É através da leitura e escrita que passamos a fazer parte do nosso mundo. Podemos contactar de maneira mais profícua com família, amigos; podemos aprender os diversos saberes e descobrir as nossas próprias vontades e interesses. Abre-nos o mundo para a biologia, filosofia, geologia, matemática, psicologia, sociologia, artes, e tantas outras maneiras de ver e explicar o mundo, a Terra, a nossa própria existência, e a consciência de estarmos aqui e deixarmos uma marca indelével.

A aprendizagem da leitura e da escrita permite-nos ser donos do nosso Passado, do passado que outros pensaram e conquistaram, e que passa para nós, através de uma herança plena de significados. Premeia-nos com um Presente, torna-nos donos e senhores das nossas escolhas do dia-a-dia, dá-nos um escape para relaxar ao ler, dá-nos um sentido para estarmos numa escola a maior parte dos nossos dias, dá um reconhecimento social que nos vincula aos nossos pares, orgulho e paz de espírito aos nossos pais que sentem que a sua missão de dar protecção e um projecto de vida aos filhos está a encaminhar-se, a tomar uma forma mais firme e clara. Com a instrução abrem-se as portas para um Futuro que se adivinha com mais hipóteses de escolha, mais hipóteses de sucesso, mais hipóteses de plenitude.

Somos seres sociais e é a partir da leitura e escrita que aprendemos novas palavras para conhecermos quem nos rodeia, conhecer outras pessoas e para darmo-nos a conhecer. É, também, através de palavras que nos aprendemos a conhecer de maneira mais profunda e plena. É uma viagem de aprendizagem acerca de nós e de tudo, é uma viagem com alguns, ou muitos, percalços, uma viagem dura e dolorosa, para alguns, a quem nos compete ajudar a avançar porque educar é ensinar uma história de amor-próprio, de autonomia, de persistência e de liberdade.

A linguagem e a comunicação permitiram criar impérios e o império que nos é mais caro somos nós próprios e as pessoas significativas a quem amamos, dão-nos humanidade, permitem-nos aceder ao nosso pensamento, recontar as nossas histórias, auto-regular-nos, redefinir estratégias, alcançar a plenitude de nós e dos afectos que nos habitam.

A linguagem e a comunicação presenteiam-nos com umas asas que nos permitem voar para onde queremos e escolhemos, conferem-nos uma capacidade inesgotável de querer voar sempre para mais longe, para onde nos encontrarmos e alcançarmos paz, para encontrar mais mundos que tornem o nosso mundo muito maior e mais rico. Podemos ser mais, procurar o ser maior, é um processo interminável de enriquecimento e descoberta. Possibilita construir o mundo a partir do lado de dentro em que habitamos, dá-nos a fé de existirmos, de nos pensar. A linguagem abre-nos o mundo das palavras, das representações, da partilha, das emoções. Quantas mais palavras conhecermos, mais mundo habita dentro de nós.

15 de fevereiro de 2010

A prisão do belo

"Vivemos aparentemente na era do respeito pelos direitos humanos, mas, por desconhecermos o teatro da nossa mente, não nos apercebermos de que nunca esses direitos foram tão amplamente violados nas sociedades democráticas. Estou claramente a referir-me a uma terrível ditadura que oprime e destrói a auto-estima do ser humano: a ditadura da beleza.
(...)
O padrão inatingível de beleza extensamente difundido na televisão, nas revistas, no cinema, nos desfiles e na publicidade penetrou no insconciente colectivo das pessoas e aprisionou-as no único lugar em que não é admissível ser-se prisioneiro: dentro de si próprias.
(...)
Esta ditadura assassina a auto-estima, asfixia o prazer de viver, produz uma guerra com o espelho e gera uma auto-rejeição profunda.
(...)
Até as crianças e os adolescentes são vítimas desta ditadura. Ao terem vergonha da sua imagem e ao sentirem-se angustiados, consomem cada vez mais produtos em busca de fagulhas superficiais de prazer. A cada segundo destrói-se a infância de uma criança no mundo e assassinam-se os sonhos de uma adolescente.
(...)
Qualquer imposição de um padrão de beleza estereotipado, que tenha como meta alicerçar a auto-estima e o prazer através da auto-imagem, produz um desastre no inconsciente, ficando o indivíduo gravemente doente em termos emocionais. A auto-estima é um estado de espírito, um oásis que deve ser procurado no território da emoção. Cada mulher, homem, adolescente e criança deveria ter um caso de amor consigo mesmo, um romance com a própria vida, visto que todos possuem uma beleza física e psíquica particular e única.

Esta frase não é um jargão literário pré-fabricado, mas uma necessidade psiquiátrica e psicológica vital." Augusto Cury


Liga-se tanto à nossa parte externa que nos esquecemos que somos quem somos não pela nossa cara ser capa de revista ou ser comum, mas sim pelos nossos actos. Coloquei uma flor silvestre para ilustrar esta mensagem porque, no dia-a-dia, habituámo-nos a pensar a beleza de forma formatada, cheia de preconceitos, uma beleza estilo "ramo de rosas" em vez de entendermos e apreciarmos os vários tipos de beleza. As várias nuances que assume um rosto, um gesto, um sorriso, uma careta...

A nossa beleza não é especialmente importante, faz-nos sentir bem olhar para o espelho e gostar do que vemos, mas devíamos gostar sempre de nós, independentemente do nosso aspecto físico. A cor dos nossos olhos, o formato do nosso nariz, a cor do nosso cabelo...dizem o quê sobre nós? Na verdade muito pouco. Quem é significativo para nós fica marcado na nossa vida, não por ser aparentemente bonito ou feio, mas sim porque nos acompanhou durante a nossa vida, porque dedicou tempo da sua vida para cativar-nos, para ajudar-nos, para nos confortar quando precisávamos, para rir às gargalhadas quando nos aconteceu algo caricato, entre tantas e tantas outras situações deliciosas e complicadas que fazem parte da nossa vida.

A beleza vem de dentro, não é um cliché, é a verdade. A beleza está na nossa maneira de encarar o mundo. Não está na roupa que vestimos, se é de marca ou não, nem na nossa magreza ou gordura, nem na nossa cara. Alguém torna-se belo ou feio consoante a sua maneira de ser, consoante o papel que tem nas nossas vidas, os afectos que desperta em nós.

O aspecto físico depende de uma lotaria genética, não depende de nós, os nossos comportamentos e como vivemos a nossa vida sim. Somos donos e senhores da nossa vida, cabe-nos tornar-nos as melhores pessoas que conseguirmos ser. É um projecto sem fim e devia ser dedicado a causas maiores do que ser bonito ou feio.

14 de fevereiro de 2010

Dia de São Valentim


Amor nas palavras de José Luís Peixoto:

"o tempo, subitamente solto pelas ruas e pelos dias,como a onda de uma tempestade a arrastar o mundo,mostra-me o quanto te amei antes de te conhecer.eram os teus olhos, labirintos de água, terra, fogo, ar,que eu amava quando imaginava que amava. era a tua a tua voz que dizia as palavras da vida. era o teu rosto.era a tua pele. antes de te conhecer, existias nas árvorese nos montes e nas nuvens que olhava ao fim da tarde.muito longe de mim, dentro de mim, eras tu a claridade."


O amor não devia ser só celebrado num dia, devia ser vivido cada dia. O amor não é só o dos namorados, o amor está em cada gesto nosso. O amor pelos nossos pais, irmã(o)s, amigo(a)s, maridos/esposas, avós ... É tudo amar, mesmo que digamos muito poucas vezes: amo-te. Faz falta ouvir que somos queridos, amados... percam a timidez e digam essa pequena palavra que encerra o mundo dentro dela.

Talvez este dia sirva para lembrar que amar nos faz viver.

20 de janeiro de 2010

Beleza


«A auto-estima constrói-se de dentro para fora. Quando somos amados, valorizados e aceites, crescemos com amor-próprio e confiança. Se não fomos amados incondicionalmente, nunca nos acharemos suficientemente bonitos ou inteligentes aos olhos dos outros.

Quando o processo de envelhecimento e de maturidade ocorre de uma forma relativamente tranquila, numa dinâmica progressiva de aceitação e integração de todas as nossas características, podemos, finalmente, olhar para trás e avaliar situações e comportamentos do passado. À medida que vamos ganhando consciência e distância dos "sobressaltos" das primeiras décadas de vida, entenderemos melhor as sequências dessas etapas e dos acontecimentos que mais marcaram a nossa vida.

Provavelmente, lamentaremos não termos tido o bom senso e a sabedoria de aproveitar ao máximo o nosso potencial a vários níveis, valorizando a verdade e a essência das coisas, desdramatizando o superficial e o passageiro.

A tranquilidade que vem da aceitação integral do que somos, com o bom e o mau, só se constrói com o tempo, porque ele nos permite a distância e a lucidez para colocar as coisas no seu devido lugar, sem excessos nem dramatismos. No entanto, esse caminho de aprendizagem é inerente à própria vida. Cabe-nos fazê-lo numa descoberta contínua, identificando e ultrapassando os mais variados obstáculos, num processo de identificação e ultrapassagem de inseguranças e medos.

O grau de dificuldade deste processo depende da nossa auto-estima e esta, mesmo que esteja presente em doses saudáveis, deve ser trabalhada ao longo da vida.»

O período...

«Dizer que a adolescência é uma etapa da vida particularmente difícil é quase banal. Sentem-no rapazes e raparigas, tumultuados por uma onda de transformações físicas e psicológicas. E sentem-no os adultos, sobretudo os pais, confrontados com a nem sempre fácil tarefa de aceitar e lidar com o crescimento dos filhos.

É nestes anos de transição que biologicamente acontecem as mudanças que colocam rapazes e raparigas no caminho da idade adulta - a puberdade muda os corpos e confunde as emoções. E para elas pode ser perturbador, na medida em que é nessa altura que surge a primeira menstruação, um marco decisivo nesse caminho.

A menarca (1º período menstrual) pode ser fonte de confusão e insegurança. E a partir dela vários incómodos podem repetir-se mês a mês, uns mais naturais que outros. As cãibras abdominais são um desses incómodos frequentes. Mais ou menos intensas, ficam a dever-se à prostaglandina, um químico que o corpo segrega e que estimula as contracções do músculo uterino. São constracções involuntárias, mas podem causar dor, por vezes, obrigando à toma de um analgésico. No entanto, tendem a desaparecer com o tempo, não costumando prolongar-se por muitos anos.

Comuns são também as irregularidades menstruais. É que podem ser precisos até 2 anos para que o organismo feminino desenvolva um ciclo regular: até lá, vai ajustando o fluxo de hormonas libertado pela puberdade. Estes ajustes fazem com que, num mês, o período possa durar poucos dias e, no seguinte, prolongar-se por uma semana. Ainda assim convém saber que o que é "normal" depende de mulher para mulher: o ciclo médio é de 28 dias, mas pode ficar-se pelos 21, 22 ou estender-se até os 45.

A instabilidade hormonal pode ditar ainda que haja 2 períodos um a seguir ao outro, que a intensidade da hemorragia oscile de mês para mês e que haja meses sem menstruação. Porém, se a adolescente já for sexualmente activa e se houver falta, importa ponderar a possibilidade de uma gravidez. Importa, também, ponderar a possibilidade de um problema se ao fim de 3 anos o ciclo menstrual não estabilizar.

Cada corpo tem o seu ritmo. O que explica que a primeira menstruação não surja sempre na mesma altura. Para algumas raparigas ocorre pelos 9, 10 anos, mas para outras só aos 12, 13. Não significa isto que haja qualquer problema, tanto mais que a puberdade é influenciada pela genética. com as filhas a tenderem a seguir o mesmo padrão das mães ou avós.»

15 de dezembro de 2009

Boas Festas!!!

Calvin & Hobbes

Desejo-vos umas festas extraordinárias.
Desejo, também, que a magia e a solidariedade que são tão fortes durante esta época, sejam parte da vossa vida. Todos os dias do ano.
Desejo que acreditem em vocês e na vossa família, amigos.
Desejo que não desistam dos vossos sonhos.
Desejo que cultivem e mimem, nos vossos corações, a esperança.
Desejo que sejam tolerantes convosco e com os demais.
Desejo que invistam no vosso bem-estar físico, emocional, social, psicológico...

Tudo de bom: saúde, amor, e paz...
As pequenas coisas são as que se revelam mais preciosas.

P.S. : O Calvin diz que tudo fará sentido quando crescermos... Umas coisas farão e outras não... Os adultos não sabem tudo, ninguém sabe. Apenas se continua a tentar, e a fazer o melhor que se consegue.