10 de novembro de 2009

Comunicação

«As mudanças diárias podem não ser radicais ou dramáticas, mas são muito exigentes. Requerem atenção e proximidade, que só se conseguem com tempo e disponibilidade. (...)
A complexidade das relações decorre justamente deste movimento perpétuo de adaptação à realidade, deste desejo de descoberta dos outros e do mundo e, ainda, dos traços de carácter de cada um. Tudo isto torna as relações mais densas e exigentes mas, também, mais ricas, criativas e fascinantes.

Gerir o quotidiano
O dia-a-dia de uma família, seja ela de que tipo for (convencional, reconstruída, monoparental ou outra) resume-se, muitas vezes, à gestão do quotidiano. Os pais tratam das questões correntes relativas aos filhos e estes cumprem tarefas e rotinas. E brincam e divertem-se sempre que podem, claro. (...)

Nos casos em que os filhos resistem à autoridade parental ou são mais dados a birras ou caprichos, o diálogo é muito mais abrasivo e atinge picos de tensão que, por vezes, se revelam excessivos e podem ter consequências daninhas. »

3 de novembro de 2009

Água


A água está presente em muitos momentos da nossa vida:

"Na nossa higiene diária, quando tomamos banho, lavamos as mãos antes das refeições, escovamos os dentes, etc;

Na nossa alimentação, quando comemos, cozinhamos os alimentos, lavamos fruta e verduras ou preparamos sumos;

Nas tarefas domésticas, como ao lavar a louça e a roupa, lavar o chão, etc;

Nos nossos momentos de lazer, quando nos refrescamos na praia ou brincamos com bolinhas de sabão;

Na hidratação do nosso corpo, quando bebemos água e outros líquidos."

Água


A importância da água

"O nosso corpo é, em grande parte, constituído por água.

Todas as partes do nosso corpo têm água, até mesmo os nossos ossos.

O nosso corpo perde muita água quando elimina urina, fezes, suor e lágrimas. Por isso, temos de beber água e outros líquidos para repor essa perda.

A água ajuda no bom funcionamento de todo o organismo. Por exemplo: no trabalho dos rins e dos intestinos, na circulação sanguínea e na hidratação da pele.

Todos os seres vivos necessitam de água, por isso, é muito importante preservá-la."

Exercício físico e saúde cardiovascular


"Actividade física no quotidiano

Na sua actividade quotidiana, a maioria das pessoas não faz exercício que se possa considerar de valor para a saúde. É indispensável praticar exercício regularmente, de tipo aeróbico (como: marcha apressada, natação, corrida, saltar à corda, dançar).

Alguns mitos acerca do exercício
. O exercício causa cansaço
. O exercício tira muito tempo
. Todos os exercícios dão benefício idêntico
. Com idade mais avançada, é necessário menos exercício
. Necessidade de ter tendência atlética.

Para beneficiar coração e pulmões a actividade física deve ser:
. RÁPIDA
. MANTIDA
. REGULAR

Nem todos os desportos condicionam o coração.

Quem deve consultar o médico antes de começar o programa de exercício:
- Portadores de doença cardíaca suspeita ou já diagnosticada.
- Hipertensos.
- Diabéticos.
- História Familiar de Doença Cardíaca.
- Homens com mais de 45 anos e mulheres de 50 anos, não habituados a exercício vigoroso.
- Todos os doentes que tiveram enfarte do miocárdio - programas especiais de reabilitação.
A chave do sucesso
- Escolher uma actividade de que goste e possa praticar.
- Para as pessoas inactivas começar com marcha ou natação.
- Aumentar gradualmente (meses) a intensidade do exercício.
- Para condicionar o coração e pulmões são preferíveis a corrida, saltar à corda, remar, corrida parada e ciclismo estacionário. Também são úteis o ciclismo, basquetebol, o futebol, o ténis e a marcha.
- Ajuda fazer exercício em companhia em casa também se pode fazer bom exercício de preferência de manhã.
- A intensidade do exercício.
- A frequência do pulso é bom guia.

Frequência e duração do exercício físico
. Mínimo: Três vezes por semana.
. Duração: Em média, 20 a 30 minutos. . Aquecimento: 5 minutos.
. Arrefecimento: 5 minutos.
Mais actividade durante o dia
Evitar usar elevadores.
Deixar o carro longe.
Descer do autocarro algumas paragens antes do destino.
Levantar-se de vez em quando (por exemplo para atender o telefone).

O coração bem condicionado pulsa 36.000 vezes menos por dia, do que o do indivíduo não treinado.

É mais importante exercitar-se durante mais tempo, ou cobrir uma distância maior do que a maior velocidade ou a força com que o pratica.

Precauções apropriadas, conforme as condições climatéricas, as refeições e outras:
Dias quentes e húmidos. Dias frios.
Não fazer exercício vigoroso antes de duas horas de uma refeição e depois do exercício aguardar 20 minutos antes de comer.
Sapatos apropriados e confortáveis.
Relação riscos/benefícios do exercício
Benefícios
Mais energia.
Maior resistência geral. Funcionamento mais eficiente e económico do coração e pulmões.
Perda de peso.
Redução do risco de ataque cardíaco.
RISCOS POTENCIAIS
Lesões dos músculos e das articulações.
Isolação.
Agravamento de problemas cardíacos pré-existentes.

Benefícios do exercício físico regular
A - Sentir-se melhor
. Mais enérgico
. Melhor auto-imagem
. Aumento da resistência à fadiga
. Diminuição da ansiedade e depressão
. Maior relaxamento e menor tensão
. Facilita o convívio
B - Melhor aspecto
. Tonificação dos músculos
. Maior desgaste de calorias, ajudando a manter o peso ideal, ou a alcançá-lo
. Controle do apetite
C - Melhor realização (condicionamento)
. Mais produtividade no trabalho
. Maior capacidade para o trabalho físico
. Aumento da força muscular
. Melhor funcionamento do coração e pulmões"

15 de outubro de 2009

Actividade física


«A prática regular de actividade física apresenta uma relação inversa com risco de doenças crónico-degenerativas e tem um efeito positivo na qualidade de vida e em outras variáveis psicológicas.

Países desenvolvidos, por meio de instituições e organizações, têm concentrado seus esforços na área da saúde pública e na prevenção de várias doenças como as coronárias e hipertensão. Para tanto, tem sido dada ênfase à redução do sedentarismo, mediante planos de adopção de actividade física regular para melhoria da saúde individual e coletiva.

Adolescentes são alvo de estudos em todo o mundo, por apresentarem altos índices de comportamento de risco, como o decréscimo do hábito regular de actividade física, hábitos alimentares irregulares e transtornos psicológicos; além disso, outros estudos têm afirmado que hábitos de actividade física na adolescência determinam parte dos níveis de actividade física na idade adulta.»

13 de outubro de 2009

O álcool e a saúde pública

« O alcoolismo é a toxicodependência mais frequente entre os portugueses. O consumo de bebidas alcoólicas faz parte do nosso modo de vida actual (...) Os jovens portugueses começam em média a beber aos 13 anos, o que potencia o risco de dependência para toda a vida.

A saúde pública é seriamente afectada pelos hábitos de consumo de álcool, a começar pelos jovens:

- um em quatro mortos (entre os 15 e os 29 anos) e uma morte em cada dez (na mesma faixa etária) são devidas ao abuso de álcool, associados ou não a acidentes rodoviários, homicídios, actos de violência.

(...)

Estes dados contribuíram para que a União Europeia considerasse o consumo de álcool como uma ameaça, obrigando a agir através de estratégias , sobretudo em cinco direcções:

- actualização de dados sobre o problema do alcoolismo;

- protecção dos jovens e das crianças;

- redução do número de feridos e mortos na estrada, devido ao álcool;

- prevenção dos danos ligados ao álcool e redução das repercussões negativas nos locais de trabalho;

- melhoria das acções de informação, educação e sensibilização acerca das consequências do álcool e dos hábitos de consumo admissíveis.

(...)

Os padrões nocivos e perigosos do consumo de álcool são uma determinante da saúde fundamental e uma das principais causas de morte prematura e doenças evitáveis.»

Mário Beja Santos



22 de setembro de 2009

Distúrbios alimentares - Anorexia/ Bulimia


Sinais de Alerta

«Os distúrbios alimentares assumem contornos preocupantes entre os adolescentes e jovens, sobretudo do sexo feminino. Por constituírem uma ameaça potencial à saúde convém estar alerta a um conjunto de sinais, físicos e comportamentais, que indicia que algo vai mal naquele corpo e naquela mente:

- Emagrecimento rápido e sem causa aparente ou grandes oscilações de peso;

- Redução da quantidade de alimentos ingeridos ou escolha permanente de alimentos de baixo valor calórico;

- Desculpas frequentes para não comer ou tendência para o fazer isoladamente;

- Comportamentos ritualizados durante as refeições, como cortar os alimentos em pedaços mínimos;

- Ingestão de grandes quantidades de comida de uma forma compulsiva;

- Comportamentos compensatórios do ganho de peso, como provocar vómitos;

- Uso de laxantes e diuréticos;

- Prática excessiva de exercício físico;

- Amenorreia (ausência de menstruação) ou irregularidades menstruais nas raparigas e perda de erecção nos rapazes;

- Instabilidade emocional, com alterações de humor;

- Atitude crítica em relação à imagem e ao corpo.»

Distúrbios alimentares - Anorexia

« Comer e sofrer

Tudo muda na adolescência. Muda o corpo, mudam as relações e os afectos, os interesses e os gostos. E neste turbilhão de mudanças os adolescentes são permeáveis a influências múltiplas, das geradas no seio do grupo a que se esforçam por pertencer às veiculadas pelos estereótipos de uma sociedade que cultiva a imagem como uma verdadeira ditadura.

Ser magro é quase um imperativo. Mas, numa altura em que o corpo ganha novos contornos, a caminho da feminilidade e da masculinidade, facilmente se cai na obsessão de perder quilos que não se têm a mais.

É comum entre os adolescentes uma imagem distorcida de si próprios que os faz mergulhar em comportamentos extremos, em que pontuam os distúrbios alimentares. São distúrbios quase sempre no feminino, porventura porque as raparigas são mais permeáveis às pressões sociais e culturais. O que não significa que os rapazes passem pela adolescência sem perturbações do foro alimentar - calcula-se que dez por cento também se deixam cair nas malhas da anorexia e bulimia.

A rejeição dos alimentos

Um medo intenso de engordar é o que sentem os adolescentes que sofrem de anorexia nervosa, um distúrbio alimentar caracterizado pela rejeição dos alimentos. Aos seus olhos o espelho devolve sempre uma imagem demasiado gorda, ainda que a balança indique o contrário. Desenvolvem então uma relação obsessiva com a comida, pesando ao grama o pouco que comem e contando até à exaustão as calorias.

Assim, acontece sobretudo com as raparigas, com um contexto que as torna particularmente vulneráveis: baixa auto-estima, alguns traços obsessivos, falta de confiança acerca do seu valor pessoal mas, paradoxalmente, padrões elevados de exigência e responsabilidade. A insegurança alimenta uma dificuldade visível em relacionarem-se com os outros. Em comum têm igualmente uma sensação de que não conseguem gerir a sua própria vida, de que são incapazes de tomar decisões, de que não conseguem atingir a perfeição - concentram-se, então, no corpo, procurando através dele o controlo que pensam ter-lhes escapado e, com ele, uma forma de se valorizarem. (...)

Cada quilo perdido é encarado como uma vitória pessoal. Mas uma vitória que lhes fragiliza a saúde e ameaça mesmo a vida. Quando os quilos perdidos perdidos correspondem a 15 ou 20% do peso normal, os danos podem ser devastadores - pode não haver gordura corporal suficiente para manter os orgãos saudáveis. Orgãos como o coração, o fígado e os rins podem deixar de funcionar normalmente se a pessoa não comer o suficiente. O metabolismo corporal desacelera, causando quebras na pressão sanguínea, no ritmo cardíaco e nos movimentos respiratórios.

A falta de energia instala-se, a dificuldade de concentração também. A anemia é frequente, nas raparigas o período menstrual cessa. O cabelo pode cair, as unhas ficam mais quebradiças.

Nos casos mais severos, a anorexia pode conduzir a um cenário de desnutrição e até morte.

Todavia, quando confrontadas com o emagrecimento excessivo, as jovens tendem a negar, recusam receber ajuda, entrando muitas vezes em conflito com os familiares. A anorexia causa igualmente danos emocionais - a obsessão com o peso impede que se concentrem em qualquer outra coisa, abrindo caminho ao isolamento, mas também potenciando sentimentos de culpa e depressão. »

2 de setembro de 2009

Refugiados de Barrancos

É sempre importante aprendermos um pouco mais acerca da nossa história.

« Caros amigos:

El documental LOS REFUGIADOS DE BARRANCOS, se estrenará en TV, mañana miércoles (quarta feira), a las 22.35 horas (21.35 horas de Portugal) en CANAL EXTREMADURA TV. También se emitirá on line por internet y por satélite (se puede ver si se tiene parabolica orientada al satélite ASTRA, es un canal de emisión libre, sin codificar).

Lo más comodo será verlo on line
http://extremaduratv.canalextremadura.es/tv-a-la-carta/video-online

José Manuel.
Presidente de la
ARMHEX (ASOCIACION PARA LA RECUPERACIÓN DE LA MEMORIA HISTÓRICA DE EXTREMADURA). »

Esta quarta-feira, às 21.35 horas, será transmitido no CANAL EXTREMADURA TV, o documentário acerca dos Refugiados de Barrancos.